Drenagem em obra de terra sempre custou caro: camada de brita lavada, transporte, espalhamento em rampa. O geonet mudou essa conta em aterro sanitário, talude rodoviário e canal — troca centímetros de brita por um rolo de HDPE nervurado que faz o mesmo trabalho com um centésimo do peso. Entender o que ele faz — e o que ele não faz — é o que separa projeto econômico de problema futuro.
O que o geonet faz de fato
O geonet é uma trama extrudada de nervuras em HDPE que formam canais contínuos. A água que chega à interface — chuva infiltrada no talude, lixiviado no aterro — corre por esses canais para o ponto de coleta. Ele não filtra e não retém solo: por isso quase sempre trabalha casado com geotêxtil de um lado (que filtra) e geomembrana do outro (que veda). O conjunto é o geocomposto drenante — e é essa a configuração padrão em projetos sérios.
Onde cada aplicação exige uma resposta
| Aplicação | Função dominante | Observação de projeto |
|---|---|---|
| Aterro sanitário | Lixiviado para a lagoa | Caudal sob carga alta, química agressiva |
| Talude rodoviário | Interceptar infiltração | Reduz piezometria, ganha estabilidade |
| Muro e arrimo | Dreno do reaterro | Substitui brita na face |
| Campo esportivo e paisagismo | Camada de drenagem fina | Altura baixa, leve |
Como especificar sem superdimensionar
O número técnico que decide é o caudal transmissivo — quanto de água o geonet conduz por unidade de largura sob a carga do projeto. Duas armadilhas opostas: subdimensionar por tabela de catálogo (que mede sem carga) e superdimensionar por medo (pagando nervura que o fluxo nunca usa). O caminho do meio é pedir a curva caudal x carga do lote e conferir com o projeto. Em aterro, a resistência química do HDPE ao lixiviado é mais um argumento de permanência.
Como fabricante, produzimos geonets em rolos largos e embarcamos para Santos e Suape em 30 a 40 dias; em contêiner, o metro quadrado landed fica bem abaixo da brita equivalente somada ao transporte dela. Para o projeto, some três ganhos: peso, prazos e camada fina em rampa — onde espalhar brita é o serviço mais caro da obra.
Caudal x carga: como ler a curva sem engenheiro do lado
A ficha técnica do geonet traz a curva caudal transmissivo x pressão normal — e ela é o documento da compra. Três leituras resolvem: um, localize no eixo X a carga do seu projeto (a altura de solo ou resíduo sobre a camada, convertida em kPa); dois, suba até a curva e leia o caudal no eixo Y — esse é o número real, não o do topo da tabela; três, compare com o fluxo que o projeto calcula, com margem de segurança de 2 a 3x para colmatagem e deformação no longo prazo. Se a margem aperta, suba um modelo de nervura, não a quantidade de camadas. Em aterro, confirme ainda a resistência química do HDPE ao lixiviado e o papel do geotêxtil associado — é o conjunto que funciona, nunca o geonet sozinho.
Na Siddhii Global produzimos geonets e geocompostos com ficha técnica de caudal por lote. Veja a linha na página de geonet. Para confinamento de solo, leia o guia de geocélula; e, para drenagem de jardim e telhado, veja a placa de drenagem.




