Em toda reunião de embalagem aparece a mesma confusão: o filme termoencolhível é vendido como "tipo stretch" — e não é. Os dois estabilizam carga, mas a física é outra, o investimento é outro e o resultado no transporte é outro. Vale cinco minutos de leitura antes de decidir o padrão do seu armazém.
A diferença que muda tudo
Stretch elasta o filme na carga e segura por tensão mecânica; sem calor, sem máquina de túnel, só o envolvente. Shrink encapa com folga e encolhe com calor, formando uma capa soldada que abraça a carga inteira — inclusive por baixo, se o padrão for base aberta. Resultado: o shrink entrega estabilidade superior em transporte rodoviário longo, protege contra chuva no pátio e impede a clássica "escorregada" de carga em frenagem brusca.
Comparativo honesto por critério
| Critério | Stretch | Termoencolhível |
|---|---|---|
| Investimento em máquina | Envolvente (menor) | Envolvente + túnel térmico |
| Custo de energia | Nenhum | GLP/gás ou elétrico por palete |
| Estabilidade em rodovia ruim | Boa | Excelente, capa rígida |
| Proteção contra chuva e poeira | Parcial, bordas abertas | Total, carga selada |
| Custo de filme por palete | Menor | 20 a 40% maior |
Quando o shrink é a resposta certa
Carga que viaja milhares de quilômetros de rodovia com pavimento duvidoso — e no Brasil é a regra, não exceção —, exposição ao tempo em pátio de entrega, unitização de carga irregular (sacos, botijões, baldes) e cargas empilhadas além de 1,80 m. É o padrão que o fabricante de bebida e o consolidador de exportação confiam quando o palete não pode falhar no destino.
Especificar o rolo: o que perguntar
Pergunte a taxa de encolhimento nas duas direções — a biaxialidade decide se a capa fecha lisa ou faz pescoço. Pergunte a temperatura de encolhimento e cruze com a capacidade do seu túnel: filme que pede mais calor do que o túnel entrega vira capa frouxa. E pergunte a espessura por aplicação: 100 a 150 micras cobre a maior parte da unitização de palete; capas de obra e motor fora do padrão.
O túnel térmico: os três ajustes que decidem a capa
Filme de shrink bom com túnel mal ajustado entrega capa frouxa — e a culpa cai no filme. Os três ajustes resolvem: temperatura, calibrada para a faixa de encolhimento do lote (o fabricante informa; se não informa, é sinal); tempo de exposição, que depende da velocidade da esteira — capa que faz pescoço pede menos tempo, capa solta nas bordas pede mais; fluxo de ar do túnel, que precisa atingir o fundo da carga sem assar a face superior. Vale a regra de operação: ajuste com carga real, registre a receita (temperatura, velocidade, rotação do ventilador) e fixe na máquina. Túnel com receita escrita entrega capa igual nos três turnos — sem herói e sem refugo.
Como fabricante, embarcamos rolos de LDPE termoencolhível para Santos e Itajaí em contêiner cheio, com 30 a 40 dias de trânsito e ficha técnica de encolhimento por lote. Veja a linha na página de filme termoencolhível. Para comparar com a rota de menor custo, leia o guia de filme stretch; e para carga que já estabiliza na embalagem, veja o antiderrapante.




